sábado, 27 de março de 2010

Ze Manoel e Banda Semente de Vulcão



Dia 10 de abril (sábado) farei show no Quintal do Lima com a banda Semente de Vulcão.
Acho um trabalho sério, bem acabado e gosto muito das referências musicais deles.
Espontãneamente a gente vem acompanhando o trabalho um do outro e a idéia de reunirmos os nossos shows num mesmo lugar começou a fazer parte das nossas conversas no ano passado. Finalmente é chegado o momento.
Semente de Vulcão e Ze Manoel no Quintal do Lima.
Vai ser muito bacana, tenho certeza!
Osculos e Amplexos!

sábado, 13 de março de 2010

Salve Chico Science!


Lembro como se fosse hoje, o CD de Chico Science e Nação Zumbí que comprei aos 16 anos. Afrociberdelia, com capa em acrílico laranja, arte pop, sonoridade totalmente diferente de tudo o que eu já tinha ouvido!
Eu, adolescente em Petrolina, na época muito mais preocupado com as espinhas no rosto, a magreza que rendia inúmeros apelidos na escola e bla bla blá, não tinha a menor idéia do que estava por trás daquela música.
Mais tarde, tive conhecimento do movimento e dos personagens como o próprio Chico, Fred 04, DJ Dolores (Elder), o jornalista José Teles, os cineastas Lirio Ferreira e Paulo Caldas do Baile Perfumado, o resistente e falante Ariano Suassuna, que conservador, intolerante ao "americanismo" (Ainda muito forte na década de 90) não admitia a aterrissagem dessas inflencias na zona da mata dos maracatús pernambucanos, dentre outros.
É tão admirável o impacto, a injessão em altas doses de auto-estima que esse movimento trouxe a Recife, ao estado de Pernambuco e até ao Nordeste, que não resta dúvida sobre a sua consistência e vitalidade mesmo depois da morte súbida de Chico, que se foi a outras galáxias a mais de uma década. Chico plantou uma semente de baobá, como aqueles da praça da República aqui em Recife (Ou do pequeno planeta do principezinho) . Há de continuar a crescer, se enraizar e subir o mais alto que puder.
Nossa reverência Chico!

Parabéns Recife e Olinda!


Ontem Recife e Olinda fizeram aniversário!
O blog Meu Recife é Assim coletou depoimentos de artistas pernambucanos como China, a banda Mombojó, Alessandra Leão, Dengue da Nação Zumbi, dentre outros e o meu também está lá.
Vale a pena ler cada declaração, está muito bonito!
A minha coloquei aqui, mas não deixem de ver as outras, como a de Dengue, por exemplo que escreveu um texto lindo.

Recife não se deixa beijar assim, como a qualquer um.
Requer conversa, intimidade, andar de mãos dadas e daí, o beijo.
É mister conhecer o Recife da infância de Manoel Bandeira, das pretas de engenho cheirando a bangüê de Capiba, dos mangues e das antenas parabólicas de Chico Science, do Sol e da Aurora, do mar e dos rios, das pontes, dos viadutos por baixo habitados e da Casa forte, da infinidade de Recifes que é o nosso Recife.
Eu, como muitos que aqui chegam e não param de chegar, fui abraçado, beijado e tocado pelo encanto dessa cidade
Feliz Aniversário Recife!
(Zé Manoel)

sexta-feira, 5 de março de 2010

Minha professora de piano Lúcia Costa.


Durante o festival de Tatuí aconteceu uma coisa muito engraçada.
Sonhei com Lúcia me cobrando notícias, dando um puxão de orelha por não ter mais falado com ela, o que é verdade. Tenho ido muito pouco a Petrolina e quando fui no final do ano passado, na correria, acabei não aparecendo para uma visita na casa dela.
Um dia depois do sonho, entrei numa lan house para ver e-mails e ao abrir a caixa de entrada, pra minha surpresa, estava lá. Um e-mail de Lúcia com o título CADÊ VOCÊ?
Com essa, tive de ligar pra falar diretamente com ela. Não se pode subestimar um chamado desses. Depois de ligar, respondí por e-mail também, agora só falta fazer uma visita e comer um bolo com refresco na casa de Lúcia.
No meu e-mail contei a ela sobre o festival e sobre ter me apresentado tocando pela primeira vez um piano de cauda steinway & Sons (sonho de qualquer pianista), acompanhado por cordas.
Vou pôr um trecho aqui do e-mail que recebí de volta.
Sei que essas coisas são muito pessoais. Longe de mim expor a mim ou a ela.
Lucia, a minha professora de Piano (Estudei dos 9 aos 18 anos com ela e continuo aprendendo até hoje) é muito especial pra mim.

"Que coisa linda, meu querido. Sei que a emoção é muito, muito maior para vc, podendo se apresentar num ambiente tão requintado e que respira totalmente música com todas as letras maiúsculas. O piano é o que de melhor existe. Tive este mesmo prazer em 1957, quando representei o Colégio Juvenal Carvalho (olha o sobrenome) em Fortaleza, tocando "O Guarani" de Carlos Gomes. Os dedos flutuam com tanta precisão, que as teclas parecem não esperar para serem tocadas. É para ficar toda vida em nossas mentes. Agora é sua vez, aliás, sua primeira vez. Outras virão, tenho certeza. Isso é só o começo."
O vídeo da minha apresentação no teatro Procópio Ferreira em Tatuí, aqui.

Ultimos Acontecimentos


Esse final e inicio de ano foram bem movimentados graças a Deus!
Depois do show da livraria Cultura (30 de Janeiro) que foi super bem recebido, teve um público muito bacana de amigos, artistas, pessoas que vêm conhecendo e acompanhando o meu trabalho, segui com o show no RecBeat (13 de Fevereiro).
Este teve uma ótima repercussão dentro e fora do estado. Rendeu algumas matérias e notas em jornais como Jornal do Comercio e Diário de Pernambuco, O Estado de S. Paulo, nos sites RollingStone, Roger de Renor, Recife Rock, dentre outros.
Algumas dessas matérias só vim ler, acreditem, hoje!
Enfim, não poderia começar melhor o ano!
Venho plantando essas coisas com a ajuda de amigos e profissionais que apostaram em mim (Adriana Teles, Albérico Júnior, Deyvid Sankey, Cecília Pires, Robson Pedro, Tarcísio Camelo, Paulo DeMello, Manuca Vieira da Retrô e Arte) e em meu trabalho, estamos colhendo muito felizes essa safra de novos acontecimentos!
Tudo parecia perfeito... Mal sabia eu que mais um acontecimento estava por vir.
Recebí a ligação do Conservatório Dramático e Musical de Tatuí-SP comunicando a minha classificação pro conceituado festival de MPB da instituição.
Que experiência!
Toquei a minha composição "Acabou-se Assim" acompanhado pelas cordas afinadíssimas da Orquestra do Conservatório, com arranjo de Celso Veagnoli.
Fui super bem recebido, conhecí gente querida, músicos excelentes e voltei pra casa com a certeza de que estou indo pelo caminho certo. Não é fácil. Mas vou em frente enquanto achar que vale a pena. Tem valido cada pequeno ou grande esforço.

sábado, 6 de fevereiro de 2010





Hoje estou saudosista.
Uma cena muito comum na minha infancia se repetiu agora pela manhã.
Acordei ao som de ABBA, seguido por Dalva de Oliveira e outras coisas bem características do gosto musical da minha mãe (que está passando uns dias comigo aqui na capitá).
Aí fiquei pensando... Poxa, em alguma frase melódica ou harmonia que criei, tem um pouco de ABBA, um pouco de Dalva, de Marinês e sua Gente, Texeirinha, Sérgio Reis e tudo o que a minha mãe ouvia, durante a minha infância. Ouvi-los me traz um sentimento, que é só meu e da minha mãe.
=]