Acabou-se assim,
E as histórias nunca são reais
Acabou-se assim,
Acabou-se assim,
Enfim,

Pela primeira vez em Pernambuco, a ópera DIDO E ENEAS, considerada o título mais importante do compositor inglês Henry Purcell e grande representante do período barroco, será apresentada nos dias 06, 07 e 08 de novembro às 20h no Teatro de Santa Isabel – Recife/PE.
A linda música de Purcell sublinha a tragédia de Dido, rainha de Cartago, que morre ao ser abandonada por Eneas, príncipe troiano, que sucumbe à malevolência da Feiticeira, inimiga mortal da rainha. A ópera traz cenas de grande beleza dramática, intercaladas por momentos de comicidade, nos quais as bruxas arquitetam seus planos com a feiticeira. Esse é um título que agrada a um público amplo – dos conhecedores aos não iniciados nesse gênero – tanto pela genialidade da composição como por ser uma obra concisa, com pouco mais de uma hora de duração.
O coro Contracantos, formado por 20 cantores, e considerado um dos melhores coros do Nordeste, participa da montagem, assim como uma Camerata Barroca especialmente composta para a ocasião por cordas, flautas, teorba e cravo.
A montagem terá direção cênica de Marcondes Lima, nome de destaque no cenário teatral pernambucano atual, que também assina a criação de cenários e figurinos. A direção musical e regência ao cravo estarão a cargo de Marcelo Fagerlande, nome responsável pela direção de diversas montagens de óperas barrocas em teatros brasileiros. A coordenação geral do projeto está a cargo de Flávio Medeiros, responsável por criativos projetos em torno do canto coral em Pernambuco e no exterior, também encarregado da preparação do coro.
DIVULGAÇÃO
Eu, como aluno de Flávio Medeiros, tenho visto o quanto ele e toda a equipe tem corrido contra as adversidades, como a falta de recursos financeiros, mas nem por isso eles deixam de dar o melhor de sí.
Eu vou prestigiar, bora?
Não te darei flores, não te darei, elas murcham, elas morrem.
Não te darei presentes, não te dare, pois envelhecem e se desbotam.
Não te darei bombons, não te darei, eles acabam, eles derretem.
Não te darei festas, não te darei, elas terminam, elas choram, elas se vão...
Dar-te-ei finalmente os beijos meus,
Deixarei que esses lábios sejam meus, sejam teus.
Esses embalam... Esses secam... Mas esses ficam.
Não te darei bichinhos, não te darei, pois eles querem, eles comem.
Não te darei papeis, não te darei, esses rasgam, esses borram.
Não te darei discos, não, eles repetem, eles arranham.
Não te darei casacos, não te darei, nem essas coisas que te resgardam e que se vão.