Ilustração de Walther Moreira Santos terça-feira, 12 de maio de 2009
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Poeminha sem nome III
Quando dói a minha dor
sequer o meu grito grita,
tampouco range o ranger dos meus dentes
Minha alma em mim desfalece,
sentindo a dor que o corpo não sente.
João Pessoa-Recife
05/08/08
sequer o meu grito grita,
tampouco range o ranger dos meus dentes
Minha alma em mim desfalece,
sentindo a dor que o corpo não sente.
João Pessoa-Recife
05/08/08
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Saudade da Minha Varanda
Saudade da minha varanda.
Com cadeiras de balanço,
Jardim de flores e samambaias.
Uma brisa que brota não sei de onde
E passeia pelas manhãs de minha varanda
Dizendo - Bom dia!
Uma rede bordada de lembranças
espera-nos acalentar,
Enquanto distraidamente cai os pingos da chuva
Que alguma nuvem deixou escapar.
Adoro ver da minha varanda
E não me farto de olhar,
As serras verdes de minha infãncia,
Derramando caudalosas cachoeiras,
Exalando o oloroso mistério que alí habita...
E no baixar de olhos,
Ver que ainda brincam na calçada
Os meninos com sua bola de meias velhas costuradas,
Cantarolando as mesmas cantigas
Que um dia ouví cantar.
Não tenho muros em minha varanda,
Somos completamente parte
Da antiga cidade em meio aos montes.
E quando cantam os passarinhos pelos vales,
Também cantam em minha varanda,
E quando acendem-se os vaga-lumes pelas matas,
Nos iluminam a mim e à minha varanda.
Saudade da minha varanda...
Saudade dos meus amores.
Montevideo (No navio)
20.02.08
Com cadeiras de balanço,
Jardim de flores e samambaias.
Uma brisa que brota não sei de onde
E passeia pelas manhãs de minha varanda
Dizendo - Bom dia!
Uma rede bordada de lembranças
espera-nos acalentar,
Enquanto distraidamente cai os pingos da chuva
Que alguma nuvem deixou escapar.
Adoro ver da minha varanda
E não me farto de olhar,
As serras verdes de minha infãncia,
Derramando caudalosas cachoeiras,
Exalando o oloroso mistério que alí habita...
E no baixar de olhos,
Ver que ainda brincam na calçada
Os meninos com sua bola de meias velhas costuradas,
Cantarolando as mesmas cantigas
Que um dia ouví cantar.
Não tenho muros em minha varanda,
Somos completamente parte
Da antiga cidade em meio aos montes.
E quando cantam os passarinhos pelos vales,
Também cantam em minha varanda,
E quando acendem-se os vaga-lumes pelas matas,
Nos iluminam a mim e à minha varanda.
Saudade da minha varanda...
Saudade dos meus amores.
Montevideo (No navio)
20.02.08
Sermão I
Mulher infiel,
com um te lambuzas de néctar,
Com outro de fél.
Clamas piedade, logo o gozo a tí afoga,
Da submissão humana aos desejos
és de fato a grande prova.
com um te lambuzas de néctar,
Com outro de fél.
Clamas piedade, logo o gozo a tí afoga,
Da submissão humana aos desejos
és de fato a grande prova.
sábado, 24 de maio de 2008
Poeminha sem nome I
A minha dor?
Minha dor é só minha.
Assim como a morte que me espreita,
Assim como os pensamentos que exalo,
como a voz reprimida que calo.
A minha dor é só minha.
Mas eu...eu posso ser teu.
Minha dor é só minha.
Assim como a morte que me espreita,
Assim como os pensamentos que exalo,
como a voz reprimida que calo.
A minha dor é só minha.
Mas eu...eu posso ser teu.
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Você gosta de mim?
(Fantasia sobre a música “Você Gosta de Mim” do FOLCLORE BRASILEIRO)
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(Fantasia sobre a música “Você Gosta de Mim” do FOLCLORE BRASILEIRO)
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Você gosta de mim, ó Maria,
Eu também de você, ó Maria,
Vou pedir a seu pai, ó, Maria
Pra me casar com você, ó Maria.
Se ele disser que sim, ó Maria,
Tratarei dos papéis, ó Maria.
Se ele disser que não, ó Maria,
Morrerei de paixão, ó Maria.
Era noite de lua, ó Maria,
Ela me apareceu, ó Maria.
Ela tem o seu nome, ó Maria,
Lhe chamei pra juntar nossas vidas.
Comprei lindos anéis de ouro puro,
Dividi em dezoito, sem juros
E gravei nossos nomes, “Zé e Maria”,
Nos anéis que ela tanto queria.
Ela é tão preciosa, ó Maria,
Ela é tudo o que eu tenho, ó Maria,
Lhe comprei um vestido de rainha,
Prometi todas as regalias.
Todos compareceram à festa,
Até quem eu achava que nunca viria,
Veio até excursão da Bahia
E os amigos de infância, quem diria!
Estava tudo perfeito, que alegria!
Não faltava mais nada, eu sabia.
E aparece a mãe de Maria,
Me dizendo que ela não vinha...
Virgem Maria!
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Tú Sempre Vens
Tu sempre vens
E sabes que podes vir de várias maneiras.
Numa doce melodia, tu vens,
Numa noite de agonia, tua presença me consola...
Nunca faltaste nos meus sonhos,
É pela porta da memória que sempre entras.
As portas, meu bem, existem mesmo para serem transpassadas!
E essa pergunta em meu peito não se cala...
Porque nunca adentras a porta da minha casa?
E sabes que podes vir de várias maneiras.
Numa doce melodia, tu vens,
Numa noite de agonia, tua presença me consola...
Nunca faltaste nos meus sonhos,
É pela porta da memória que sempre entras.
As portas, meu bem, existem mesmo para serem transpassadas!
E essa pergunta em meu peito não se cala...
Porque nunca adentras a porta da minha casa?
Poeminha sem nome II
Quisera o poeta viver imune
Ao sangrar das paixões terrenas.
Contudo, nada
Nada mais lhe resta,
Senão o viver da dor,
Da dor apenas.
Ao sangrar das paixões terrenas.
Contudo, nada
Nada mais lhe resta,
Senão o viver da dor,
Da dor apenas.
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